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A Leitura e a Contemporaneidade

Daniella Magnini Baptista
Pedagoga


Escrever é uma arte, porém não é impossível e conforme criamos o hábito de ler descobrimos o quanto é gratificante auxiliar os outros com o que produzimos.

Para cada escritor há uma razão diferente em escolher um tema, dar uma abordagem ou explicar algo, por isso é importante que cada pessoa encontre a sua identidade com o contexto textual e torne isso factível de assimilação. Geralmente o uso descuidado na escolha das palavras e a falta de riqueza lexical geram inúmeras dificuldades tanto de interpretação; do leitor quanto a real impressão ao ler o texto; quanto da própria redação; do autor com relação a mensagem que atribui a suas escolhas; diante dos fatos abordados. Ter preferência por um assunto ou outro, torna mais fácil explorar alternativas de temas e pontos de vista e com isso o indivíduo demonstra conhecimento e pode aprofundar em detalhes sua argumentação.

Escrever bem é muito importante e perceber o grau de envolvimento dos educandos chega a ser demasiadamente preocupante. Hoje em dia, uma grande parte dos estudantes, não cultivam o hábito da leitura e conseqüentemente não escrevem tão bem como o esperado. Quantificando dados e confrontando na escala de valores qualitativos de qualquer processo educacional chega-se a uma terrível média na qual o questionamento pessoal perece diante da realidade apresentada. Constata-se claramente que à influência do próprio histórico educacional, bem como o grau de interesse dos alunos em decorrência das demandas do mercado, apresentam uma realidade que por vezes é encoberta. Os sistemas de ensino, nem sempre investem em uma qualidade de informações suficientes e quando os educadores se deparam com um público desinteressado, necessitam ir em busca de artifícios como incentivos e pressupostos metodológicos que muitas vezes podem entrar em ebulição diante dos conflitos intrínsecos de cada indivíduo. 

Diante do quadro eminentemente fragilizado do sistema educacional, os educadores são ao mesmo tempo protagonistas, figurantes, mocinhos e vilões conforme a consciência individual de cada um diante de todo o processo de ordem vertical que rege a aprendizagem. Disputas acirradas por um lugar ao sol como em toda profissão, atribuem aos educadores a grande responsabilidade por falhas; muitas vezes intrapessoais; dentro do universo interpessoal e a própria estrutura que quando aliada à decepção gera frutos de insatisfação e indignação acarretando muitas vezes em frustração.

Por que será que uma boa parte dos estudantes ainda não consegue colocar no papel o que muitas vezes fala com tamanha facilidade? Simples, a maioria dos jovens de hoje apesar de estarem conectados à tecnologia como celulares ou internet estão na verdade desligados da literatura e lêem pouco o que torna a leitura tradicional algo que por vezes é visto como ultrapassado para não dizer fora de moda.

Para escrever bem, é preciso ler muito. Um texto mal escrito, por exemplo, passa uma má impressão do autor visto que quando bem escrito não se refere apenas a gramática e ortografia, mas a estrutura do texto num todo.

É de suma importância citar que a interpretação e visão de mundo que o educador tem em relação às coisas que o cercam influenciam drasticamente na sua prática pedagógica. Por meio da leitura e a da escrita, os educandos entram em contato com novas descobertas o que propicia ampliar seus interesses e atuar de forma mais esclarecida sobre os fatos que compõe a contemporaneidade. 

A leitura deveria ser um hábito adquirido na infância e estimulado desde o meio familiar. Como isso muitas vezes não acontece, cabe a escola a responsabilidade de proporcionar um ambiente que favoreça o interesse pelo universo da leitura e conseqüentemente da escrita.  Ao educador fica o desafio de assumir a responsabilidade e estimular a prática da leitura em seus alunos com o objetivo maior de escreverem com qualidade traduzindo em linhas o que vivenciam. 

Se pensarmos que quanto mais lemos, melhor escrevemos e acima de tudo somos exemplos para nossos educandos, fica claro que a leitura é ferramenta principal para todo crescimento pessoal e gera pessoas melhores em busca da verdadeira cidadania.

(Publicado em 23/07/2009)



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